Resumão de História – Mesopotâmia
A MESOPOTÂMIA: “Terra entre rios” – Tigre e Eufrates; Atual Iraque; Região fértil e de fácil acesso. Sucessão de vários povos; História marcada por inúmeras invasões;
Sumérios e Acadianos (antes de 2000 a .C) Escrita cuneiforme Formação de cidades-estados (política descentralizada)sob a liderança dos patesis. Construções de zigurates (templos) Acadianos – conquista de todas as cidades sumerianas (centralização política) Sargão I – o unificador
Amoritas ou Babilônios (1900 a .C – 1600 a .C ) Conquista da região promovida pelo rei Hamurábi Código de Hamurábi Princípio de Talião – “olho por olho, dente por dente” Rigoroso e influenciado pela religião Código civil e penal. Art. 129 – Se a esposa de alguém é encontrada em contato sexual com um outro, deve-se amarrá-los e lançá-los n'água, salvo se o marido perdoar à sua mulher e o rei a seu escravo. Art. 130 – Se alguém viola a mulher que ainda não conheceu homem e vive na casa paterna e tem contato com ela e é surpreendido, este homem deverá ser morto e a mulher irá livre. 195 - Se um filho espanca seu pai, dever-se-lhe-á decepar as mãos. Art. 203 - Se um nascido livre espanca um nascido livre de igual condição, deverá pagar uma mina. Art. 218 – Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o mata, ou lhe abre uma incisão com a lanceta de bronze e o olho fica perdido, dever-se-lhe-á cortar as mãos. Art. 229 – Se um arquiteto constrói para alguém e não o faz solidamente e a casa que ele construiu cai e fere de morte o proprietário, esse arquiteto deverá ser morto.” "Origem dos Direitos dos Povos", Ed. Ícone, 6ªed., 1995.
Hititas (1600 a .C – 1200 a .C) Lingua indo-européia Novas tecnologias militares – cavalo e armas feitas de ferro.
Assírios (1200 a .C – 612 a .C) Militarismo organizado e cruel. Empalamento (introduzir estaca até sair geralmente na boca) e esfolamento Assurbanipal – construção da biblioteca de Nínive.
Caldeus ou Neobabilônicos (612 a 539 a .C) Destaque nas construções – arquitetura Nabucodonosor – apogeu Jardins suspensos da Babilônia Decadência – invasão do império Persa (Ciro I)
Sociedade: A sociedade mesopotâmica foi marcada por rígida divisão social: as funções de cada indivíduo eram estabelecidas de acordo com a camada a que pertencia. Nobres, guerreiros, sacerdotes e funcionários ocupavam posições privilegiadas. Na base da pirâmide social estavam os escravos e os camponeses, além de grande número de trabalhadores que prestavam serviços à comunidade
Religião: A religião era politeísta. Os deuses eram antropomórficos No geral, os deuses eram imortais, possuindo, cada um deles, atributos positivos ou negativos Os mesopotâmicos acreditavam na vida após a morte, considerando-a uma transição de uma dimensão a outra. Entretanto, diferentemente dos egípcios, viam a morte como um estágio empobrecido e diminuído da vida.
Realizações Culturais Astronomia e Astrologia: Tanto a astrologia (criação do horóscopo) quanto a astronomia têm sua origem nas observações dos corpos celestes realizadas pelos sacerdotes mesopotâmicos, há cerca de 4 mil anos. Utilizando equipamentos, como um astrolábio de argila, os mesopotâmicos foram capazes de distinguir estrelas e planetas e de reunir informações sobre os seus movimentos. Matemática: O aperfeiçoamento das pesquisas astronômicas possibilitou avanços nos conhecimentos da matemática. Assim, os mesopotâmicos desenvolveram a álgebra e dividiram o círculo em 360 graus. O calendário lunar, a semana de sete dias, a divisão do ano em doze meses e do dia em dois períodos de doze horas.
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RESUMO DE HISTÓRIA – EGITO ANTIGO- 1º ENSINO MÉDIO
1. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA O Egito está situado no Nordeste da África em meio a dois imensos desertos: o da Líbia e o da Arábia. O Egito Antigo possuía um território estreito e comprido que compreendia duas grandes regiões: o Alto Egito (região do vale) e o Baixo Egito região do Delta do Nilo). O Nilo corta o Egito de sul a norte e deságua no mar Mediterrâneo. Anualmente, de junho a setembro, o Nilo transborda e rega a terra, tornando-a favorável à agricultura.A partir de outubro, inicia-se o período de semeadura, que se prolonga até mais ou menos fevereiro.A colheita ocorre de abril a junho.
2. FORMAÇÃO DO ESTADO NO EGITO ANTIGO Nomos: conjuntos de aldeias governadas pelos nomarcas, nome dado aos chefes mais poderosos. Com o tempo, as disputas entre os nomarcas por poder e terras geraram guerras e alianças entre eles. Alguns deles, ao vencerem os demais, tornavam-se reis, passando a controlar vários “nomos”. Surgiram então no Egito reinos que foram ficando cada vez maiores, até resumirem a dois: o Alto Egito (no vale do Nilo) e o Baixo Egito (no Delta do Nilo). Por volta do ano 3200 a .C., o rei Menés, do Alto Egito (no vale do Nilo), conquistou o Baixo Egito (no delta do Nilo), unificando os dois reinos. Menés tornou-se então o primeiro faraó (nome que se dava ao rei entre os egípcios) e o fundador da primeira dinastia (sucessão de reis pertencentes a uma mesma família). A coroa era um dos principais símbolos do faraó. Antes da unificação, o soberano do Alto Egito utilizava a coroa branca; a coroa vermelha era usada no Baixo Egito. Quando o Egito passou a ser governado por um único soberano, o faraó, a coroa tornou-se dupla: vermelha e branca, simbolizando a união dos dois reinos. Ao comandar suas tropas na guerra, o faraó usava a coroa azul. Antigo Império (3200 – 2300 a .C.): Durante a maior parte deste longo período, os faraós conseguiram impor sua autoridade ao reino e, auxiliados por seus funcionários, coordenaram a construção de grandes obras públicas, entre elas as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos. Médio Império (2000 – 158 a .C.): Neste período os egípcios expandiram seu território em direção ao Sul, conquistando a Núbia, região rica em minerais, entre os quais o ouro. Apesar da prosperidade material, o reino continuou envolvido em guerras e revoltas internas que o enfraqueceram. Isso encorajou os hicsos, povo originário da Ásia Central, a atravessarem o deserto e invadir o Egito, conquistando-o. A vitória dos hicsos deveu-se ao uso de cavalos e carros de combate, desconhecidos pelos egípcios. O domínio dos hicsos em território egípcio durou mais de 150 anos. Novo Império (1580 – 525 a .C.): Este período inicia-se com a expulsão dos hicsos. Amósis IV, o líder militar da luta contra o invasor, inaugurou uma nova dinastia. Por volta de 1250 a .C., os hebreus, sob a liderança de Moisés, conseguiram fugir do Egito. Amósis IV implantou o monoteísmo, mas após a sua morte Tutancâmon restabeleceu o politeísmo. As conquista militares foram retomadas com Ramsés II, que derrotou os povos asiáticos, como os hititas. Em 662 a .C. os assírios invadiram o Egito. Psamético I expulsou os assírios e tornou-se faraó. Em 525 a .C. os persas dominaram o Egito. Por 2500 anos o Egito foi província do Império Persa, território ocupado por macedônios, romanos, árabes, turcos e ingleses. Instalou-se no Egito uma dinastia de origem macedônica, chamada ptolomaica ou lágida, à qual pertenceu Cleópatra
O FARAÓ Era considerado um deus vivo, filho do Sol (Amon-Rá) e encarnação do deus-falcão (Hórus). Para os egípcios, toda a felicidade dependia do faraó e seu poder era ilimitado. Comandava os exércitos, distribuía a justiça, organizava as atividades econômicas O VIZIR: A maior autoridade depois do faraó. Cabia a ele tomar decisões jurídicas, administrativas e financeiras em nome do faraó. OS NOBRES: Descendentes das famílias mais importantes dos antigos nomos cuidavam da administração das províncias ou ocupavam os postos mais altos do exército. OS SACERDOTES: Detinham muito poder, administravam todos os bens que os fiéis e o próprio Estado ofereciam aos deuses e tinham muita influência junto ao faraó. Enriqueciam porque ficavam com parte das oferendas feitas pela população aos deuses, além de serem dispensados do pagamento de impostos. OS ESCRIBAS: os que dominavam a difícil escrita egípcia, encarregavam-se da cobrança dos impostos, da organização das leis e dos decretos e da fiscalização da atividade econômica em geral. OS SOLDADOS: Nunca atingiam os postos de comando, pois estes eram reservados à nobreza.Eles viviam dos produtos recebidos como pagamento e dos saques que podiam realizar durante as guerras de conquista. OS ARTESÃOS: Exerciam as mais diversas profissões. Trabalhavam como pedreiros, carpinteiros, desenhistas, escultores, pintores, tecelões, ourives, etc. Muitas de suas atividades eram realizadas nas grandes obras públicas (templos, túmulos, palácios, etc.). OS CAMPONESES: Chamados no Egito de felás, constituíam a imensa maioria da população. Trabalhavam nas propriedades do faraó e dos sacerdotes e tinham o direito de conservar para si apenas uma pequena parte dos produtos colhidos. Eram também obrigados a trabalhar na construção de obras públicas grandiosas, como abertura de estradas, limpeza de canais, transportes de pedras necessárias às grandes obras, como túmulos, templos e palácios. OS ESCRAVOS: Geralmente estrangeiros e prisioneiros de guerra, também compunham a base da sociedade. Trabalhavam, principalmente, nas minas e pedreiras do Estado, nas terras reais e nos templos. Muitas vezes faziam parte do exército em época de guerra e eram utilizados como escravos domésticos.
ORGANIZAÇÃO ECONÔMICA A agricultura era a base da economia egípcia e, como já vimos, dependia das águas do Nilo. O trigo, a cevada, os legumes e as uvas constituíam as principais culturas.Os egípcios dedicavam-se também à criação de bois, asnos, patos e cabritos. Além disso, praticavam também a mineração de ouro, pedras preciosas e cobre este último muito usado nas trocas comerciais com outros povos. O comércio era feito à base de trocas, mas limitava-se ao pequeno comércio e à permutação de artigos de luxo com o exterior. O artesanato do Egito era conhecido no mundo antigo. Com a madeira, o cobre, o ouro, o marfim, o couro, o papiro, o bronze, seus artesãos produziam móveis, brinquedos, jóias, tecidos, barcos, armas, tijolos e uma variedade de outros objetos.
A ESCRITA EGÍPCIA A escrita surgiu no Egito por volta de 3000 a .C.Os caracteres que os egípcios usavam para escrever eram chamados de hieróglifos, usados geralmente em inscrições oficiais e sagradas gravadas em pedra.Os egípcios desenvolveram também uma forma simplificada dessa escrita hieroglífica chamada escrita hierática (escrita dos deuses), utilizada principalmente pelos sacerdotes sobre madeira ou papiro.Havia ainda a escrita demótica (escrita do povo), mais popular, que era uma simplificação da hierática, geralmente usada em cartas e registros sobre papiro.Eles usavam tinta feita de fuligem e algumas vezes decoravam suas escritas com tinta vermelha.
RELIGIÃO Segundo a gênese egípcia, o mundo primordial era composto de um oceano primitivo (Num) e um botão de lótus, que continha Rá (deus sol). Rá ao se libertar, iluminou todo o Caos inicial e originou seus dois filhos divinos: Shu, o deus do Ar, e Tefnet, a deusa da Umidade. Deles nasceram Gheb, deus da Terra, e Nut, deusa do Céu. Gheb e Nut tiveram quatro filhos: Osíris, Seth, Ísis e Néftis. A religião foi uma instituição dominante em todos os aspectos da vida egípcia. A princípio, foi acentuadamente politeísta; cada localidade possuía seus próprios deuses
Resumão de História – Mesopotâmia
A MESOPOTÂMIA:
“Terra entre rios” – Tigre e Eufrates;
Atual Iraque;
Região fértil e de fácil acesso.
Sucessão de vários povos;
História marcada por inúmeras invasões;
Sumérios e Acadianos (antes de 2000 a .C)
Escrita cuneiforme
Formação de cidades-estados (política descentralizada)sob a liderança dos patesis.
Construções de zigurates (templos)
Acadianos – conquista de todas as cidades sumerianas (centralização política)
Sargão I – o unificador
Amoritas ou Babilônios (1900 a .C – 1600 a .C )
Conquista da região promovida pelo rei Hamurábi
Código de Hamurábi
Princípio de Talião – “olho por olho, dente por dente”
Rigoroso e influenciado pela religião
Código civil e penal.
Art. 129 – Se a esposa de alguém é encontrada em contato sexual com um outro, deve-se amarrá-los e lançá-los n'água, salvo se o marido perdoar à sua mulher e o rei a seu escravo.
Art. 130 – Se alguém viola a mulher que ainda não conheceu homem e vive na casa paterna e tem contato com ela e é surpreendido, este homem deverá ser morto e a mulher irá livre.
195 - Se um filho espanca seu pai, dever-se-lhe-á decepar as mãos.
Art. 203 - Se um nascido livre espanca um nascido livre de igual condição, deverá pagar uma mina.
Art. 218 – Se um médico trata alguém de uma grave ferida com a lanceta de bronze e o mata, ou lhe abre uma incisão com a lanceta de bronze e o olho fica perdido, dever-se-lhe-á cortar as mãos.
Art. 229 – Se um arquiteto constrói para alguém e não o faz solidamente e a casa que ele construiu cai e fere de morte o proprietário, esse arquiteto deverá ser morto.” "Origem dos Direitos dos Povos", Ed. Ícone, 6ªed., 1995.
Hititas (1600 a .C – 1200 a .C)
Lingua indo-européia
Novas tecnologias militares – cavalo e armas feitas de ferro.
Assírios (1200 a .C – 612 a .C)
Militarismo organizado e cruel.
Empalamento (introduzir estaca até sair geralmente na boca) e esfolamento
Assurbanipal – construção da biblioteca de Nínive.
Caldeus ou Neobabilônicos (612 a 539 a .C)
Destaque nas construções – arquitetura
Nabucodonosor – apogeu
Jardins suspensos da Babilônia
Decadência – invasão do império Persa (Ciro I)
Sociedade:
A sociedade mesopotâmica foi marcada por rígida divisão social: as funções de cada indivíduo eram estabelecidas de acordo com a camada a que pertencia.
Nobres, guerreiros, sacerdotes e funcionários ocupavam posições privilegiadas.
Na base da pirâmide social estavam os escravos e os camponeses, além de grande número de trabalhadores que prestavam serviços à comunidade
Religião:
A religião era politeísta. Os deuses eram antropomórficos
No geral, os deuses eram imortais, possuindo, cada um deles, atributos positivos ou negativos
Os mesopotâmicos acreditavam na vida após a morte, considerando-a uma transição de uma dimensão a outra. Entretanto, diferentemente dos egípcios, viam a morte como um estágio empobrecido e diminuído da vida.
Realizações Culturais
Astronomia e Astrologia:
Tanto a astrologia (criação do horóscopo) quanto a astronomia têm sua origem nas observações dos corpos celestes realizadas pelos sacerdotes mesopotâmicos, há cerca de 4 mil anos.
Utilizando equipamentos, como um astrolábio de argila, os mesopotâmicos foram capazes de distinguir estrelas e planetas e de reunir informações sobre os seus movimentos.
Matemática:
O aperfeiçoamento das pesquisas astronômicas possibilitou avanços nos conhecimentos da matemática.
Assim, os mesopotâmicos desenvolveram a álgebra e dividiram o círculo em 360 graus. O calendário lunar, a semana de sete dias, a divisão do ano em doze meses e do dia em dois períodos de doze horas. _________________________________________
RESUMO DE HISTÓRIA – EGITO ANTIGO- 1º ENSINO MÉDIO
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História, Professora Estefânia.
Aula I - Egito Antigo 1º Ensino MédioA/B.
Localização e História
As primeiras cidades egípcias foram se formando há pouco mais de 5000 anos, próximas do rio Nilo.
Situado no nordeste da África, o território egípcio é em grande parte desértico.
O norte do Egito é banhado pelo mar Mediterrâneo e sua costa leste, pelo mar Vermelho. Na antiguidade, os produtos que os egípcios compravam de outras regiões chegavam pelo Mediterrâneo.
Ao longo desse período, camponeses e escravos muitas vezes se revoltavam contra as condições de vida e de trabalho.
A antiga cultura egípcia sobreviveu por 30 séculos (3500 a.C e 525 a.C), onde influenciou outros povos da época.
Eram semelhante aspectos às sociedades mesopotâmicas, como as crenças politeístas (crenças em vários deuses), as desigualdades sociais, as atividades econômicas dependentes das águas dos rios, a escrita.
Eram diferentes na forma de governo – governo unificado (único); crenas na vida após a morte e os conhecimentos de medicina.
O Egito também enfrentou várias invasões de povos estrangeiras e acabou dominado pelos persas em 525 a.C.
O RIO NILO
Como a região era desértica, o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios.
O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas.
As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.
Nos meses das cheias, as águas do rio invadiam as margens, deixando as terras úmidas e prontas para o plantio.
A cheia anual do rio Nilo era provocada no vale egípcio, porque seu maior afluente – o rio Nilo Azul -, que vinha das montanhas da Etiópia, trazia grande quantidade de água das chuvas. Os dois rios encontravam-se formando um só.
Quando as águas chegavam ao vale egípcio, em pleno deserto, o rio subia cerca de 16 metros e provocava as cheias que tornaram possível a civilização egípcia.
O primeiro dia de cheia era considerado o primeiro dia do ano egípcio.
Mas as cheias também traziam prejuízos porque, algumas vezes, eram muito violentas e destruíam as plantações e as aldeias.
Os egípcios construíram canais de irrigação, barragens e grandes reservatório para melhor utilizar a água, armazenando-a e abastecendo as regiões mais distantes do vale.
SOCIEDADE EGÍPCIA
Sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra.
Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes.
Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras. Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida.
Os camponeses era a maior parte da população, trabalhavam na agricultura e eram obrigados a entregar parte do que produziam para o governo, na forma de impostos.
Esses impostos era para o sustento do faraó e sua família, para os sacerdotes, os chefes militares e os funcionários públicos.
Os escravos eram prisioneiros de guerras. Alguns realizavam trabalhos domésticos; outros pesados, como carregar grandes blocos de pedras e cavar a terra para construir represas.
Os artesãos produziam os artigos de luxo – móveis, armas, jóias, roupas, perfumes, decorações, estatuetas dos deuses.
Os comerciantes não eram muitos numerosos. Transportavam suas mercadorias através do rio Nilo.
Os funcionários do governo trabalhavam diretamente para o faraó e para a nobreza – cobrando impostos e fiscalizando as obras.
Os escribas, de todos os funcionários eram os que mais tinham reconhecimento- pois só eles sabiam ler, escrever e fazer cálculos.
Os sacerdotes eram valorizados e respeitados. Ele organizavam cerimônias para os deuses e funcionavam como conselheiros dos faraós em suas decisões.
ECONOMIA
A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo.
Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato.
Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).
Há no Egito 80 pirâmides, construídas aproximadamente 4000 a.C. distam apenas 10 km da cidade do Cairo. As pirâmides são as únicas sobreviventes das famosas "Sete Maravilhas do Mundo".
A maior pirâmide, e a mais antiga é a de QUEOPS. Possui 148 metros de altura, 234 metros de base.
A área que ocupa é de 54.000 m². Nela foram empregados 2.300000 blocos de granito de 02 toneladas cada um.
As pedras foram trazidas da Arábia e transportadas em grandes barcaças pelo Rio Nilo.
No transporte de terra eram colocadas em enormes pranchas que por sua vez deslocavam sob troncos roliços de grandes dimensões.
Trabalharam na construção cerca de 100.000 operários durante 20 anos.
As pirâmides, grandes construções de blocos de pedras, era o túmulo dos faraós e de seus familiares.
Seu interior era decorado, possuía móveis, armas e jóias. Alguns deles passaram toda a vida organizando a construção e a decoração de seus túmulos.
Ordenavam aos seus auxiliares e escravos que colocassem alimentos, animais de estimação, roupas e objetos pessoais – acreditando que precisariam de tudo isso na vida após a morte.
Os egípcios acreditavam que, após a morte, teriam de passar pelo tribunal dos deuses, que julgaria quem mereceria uma vida.
Os premiados com a vida iriam precisar do corpo bem conservado para abrigar sua alma quando ela retornasse.
Com esse objetivo, desenvolveram técnicas de mumificação para a preservação dos corpos.